Crónica de jogo

Benfica segura vantagem mínima com vitória mínima

“Encarnados” voltam ao comando da Liga com triunfo por 0-1 sobre o Gil Vicente, repondo distância para o FC Porto em um ponto. Vinícius voltou a marcar.

Vinicius marcou o golo do triunfo do Benfica em Barcelos
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Vinícius marcou o golo do triunfo do Benfica em Barcelos LUSA/ESTELA SILVA
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Sem brilho e desinspirado. Foi assim que o Benfica se exibiu em Barcelos, nada de novo em relação ao que tem sido nas últimas semanas, mas com uma diferença fundamental. Não sofreu golos (o que já não acontecia há seis jogos) e ganhou (o que não acontecia há quatro). Foi uma vitória mínima, por 0-1, sobre o Gil Vicente, que permitiu aos “encarnados” manterem a liderança segura por um ponto em relação ao FC Porto. Depois de quatro jogos sem ganhar, a equipa de Bruno Lage voltou a provar o sabor da vitória graças a um golo de Carlos Vinícius, o suficiente para derrotar uma formação gilista que voltou a fazer a vida difícil a um candidato

A missão do Benfica em Barcelos era apenas uma: não passar mais do que uma noite no segundo lugar, depois da ultrapassagem portista no domingo anterior. E Bruno Lage, para interromper a série negra de resultados, fez algumas mudanças, sobretudo com a introdução de Samaris no meio-campo. O grego já não era titular há mais de dois meses, mas a sua presença acabou por dar outra segurança a um sector que tem tido alguns problemas. Já o Gil Vicente assentava numa estratégia simples: a de colocar pressão nos pontos fracos do Benfica, as alas, com os rápidos Lourency e Baraye em pressão constante a Grimaldo e Tavares.

A primeira aproximação perigosa foi do Benfica. Samaris recuperou bem uma bola aos 8’ e deixou para Pizzi na grande área: o guardião Dennis reagiu bem ao lance e obrigou o capitão benfiquista a um remate com pouca direcção. Poucos minutos depois, aos 15’, veio o golo. Na marcação de um livre, Pizzi meteu a bola na área, a defesa do Gil Vicente aliviou mal e a bola sobrou para Taarabt. O marroquino teve espaço suficiente para parar, olhar e cruzar para o sítio certo, onde estava Carlos Vinícius, liberto de marcação, para a finalização fácil e certeira. 

Era um belo início dos “encarnados”, mas o golo madrugador não lhes trouxe tranquilidade no jogo. Antes pelo contrário, sobretudo porque o Gil Vicente não é equipa para se desconjuntar à primeira contrariedade. E os gilistas, que já tinham batido em casa FC Porto e Sporting, queriam fazer o pleno dos “grandes” no Estádio Cidade de Barcelos. De resto, podiam ter chegado ao empate três minutos depois. Num canto, Kraev meteu a bola na cabeça da área, Ygor picou para a entrada de Baraye, que, sozinho perante Vlachodimos, atirou ao lado. O senegalês voltaria a estar perto de marcar aos 24’, mas o guarda-redes grego não deixou.

Até ao final da primeira parte, mais uma oportunidade para cada lado. Primeiro, Vinícius falhou a emenda aos 37’, após uma boa investida de Rúben Dias no ataque e, aos 45’, um mau passe de Tomás Tavares por pouco não deu golo para o Gil Vicente — valeu Ferro no desarme a Lourençy.

O jogo continuou dividido na segunda parte, com oportunidades a pingarem para os dois lados. Vinícius voltou a estar perto do golo aos 47’ após bom passe de Tavares e, em três minutos, a equipa de Vítor Oliveira teve duas ocasiões, um remate de Faray aos 51’, desviado por Vlachodimos, e outro de Sandro Lima, que saiu  mal calibrado. 

Taraabt ainda atirou uma bola à trave aos 67’ após um belo passe de Pizzi, mas já numa altura em que o Gil investia as fichas todas no ataque e desguarnecia a sua defesa. Hugo Vieira ainda teve um bom remate aos 73’ que Vlachodimos deteve quase por instinto, mas a pilha gilista foi-se esgotando com o passar dos minutos e o Benfica foi controlando com razoável segurança a sua vitória mínima. E vai passar mais uma jornada como líder. Mas como um líder mais vulnerável do que nunca.