Adeptos do Bayern insultam dono do Hoffenheim e jogo é interrompido

Bávaros chamaram “filho da puta” a Dietmar Hopp. Treinador e jogadores do Bayern foram ter com os seus adeptos para estes retirarem tarjas insultuosas.

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Jogadores e treinador do Bayern foram ter com os seus adeptos LUSA/ARMANDO BABANI
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Manuel Neuer e o árbitro do jogo LUSA/ARMANDO BABANI
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Jogadores de Bayer e Hoffenheim esgotaram o tempo de jogo a dar toques na bola LUSA/ARMANDO BABANI
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Flick chegou a ser treinador do Hoffenheim entre 2000 e 2005 Reuters/KAI PFAFFENBACH
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Rummenigge e Hopp, lado a lado Reuters/KAI PFAFFENBACH
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Adeptos do Bayern em Hoffenheim Reuters/KAI PFAFFENBACH
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Adeptos do Bayern em Hoffenheim Reuters/KAI PFAFFENBACH

O Hoffeinhem-Bayern Munique deste sábado, a contar para 26.ª jornada da Bundesliga, ficou mais de dez minutos interrompido depois de os adeptos do clube bávaro terem exibido tarjas a insultar o dono do clube adversário, o multimilionário Dietmar Hopp, onde o chamavam de “filho da puta”.

Depois de uma primeira interrupção momentânea por causa do comportamento dos adeptos visitantes, o jogo foi interrompido uma segunda vez, com o treinador Hans Dieter Flick e os jogadores do Bayern a dirigirem-se aos seus próprios adeptos para estes retirarem as tarjas. Até Karl-Heinz Rummenigge, presidente do clube de Munique, desceu ao relvado para ir falar com os adeptos.

O jogo, que estava 0-6 para o Bayern, acabou por ser retomado, mas os jogadores das duas equipas passaram os cerca de 13 minutos que ainda restavam de tempo de jogo a dar toques na bola. O jogo terminou aos 90’ sem que o árbitro tivesse dado qualquer segundo de tempo de compensação.

“Estou muito envergonhado com o comportamento desta gente. É indesculpável. É a parte feia do futebol. Já pedi desculpa a Dietmar Hopp. Filmámos tudo e estas pessoas serão responsabilizadas”, garantiu Rummenigge após o jogo.

Os adeptos do Bayern não são os primeiros a terem comportamentos destes em relação a Hopp. No último fim-de-semana, adeptos do Borussia Moenchengladbach exibiram tarjas semelhantes, fazendo com que o jogo não começasse à hora prevista. E, no início do mês, adeptos do Borussia Dortmund entoaram cânticos insultuosos dirigidos a Hopp, e, por isso, foram castigados com uma proibição de irem ao estádio do Hoffenheim durante dois anos.

Dietmar Hopp, um multimilionário que fez fortuna na área da tecnologia, é uma figura polémica no futebol alemão, onde está em vigor a regra dos “50+1”, basicamente um regulamento que impede que um investidor privado tenha mais do que 49 por cento das acções de um clube e que atribuiu o poder de decisão aos adeptos.

Hopp é uma excepção a esta regra, tendo o controlo accionista do Hoffenheim desde 2015, é é por isso que os adeptos de outros clubes mais tradicionais não gostam dele. Antes da chegada de Hopp, o Hoffenheim era um clube amador de quinta divisão que representava uma vila de pouco mais de três mil habitantes. Depois de Hopp, antigo jogador do clube nas camadas jovens, começar a despejar milhões, o Hoffenheim começou a subir rapidamente na hierarquia do futebol germânico, chegando à Bundesliga em 2008 e de onde ainda não saiu - em 2018 foi terceiro, a sua melhor classificação de sempre.

Até às interrupções, foi um jogo de sentido único e, mesmo sem Lewandowski, houve muita gente no Bayern para marcar os golos. Philippe Coutinho foi o único a marcar dois, todos os outros tiveram autores diferentes - Gnabry, Kimmich, Zirkzee e Goretzka.

Este triunfo deixou o Bayern seguro na frente da Bundesliga, com 52 pontos, mais quatro que o RB Leipzig (48), que defronta neste domingo o Bayer Leverkusen.

Também a quatro pontos, mas com o mesmo número de jogos do Bayern, está o Borussia Dortmund, que triunfou neste sábado em casa sobre o Friburgo por 1-0, um jogo em que o português Raphael Guerreiro foi titular e em que o britânico Jadon Sancho foi o autor do único golo do jogo.