Jorge Mourinha
Crítico
-
Mas o Tom Ford levou uma estrela de todos os críticos do Público.
-
Tem toda a razão, estava a pensar em David e saiu Richard. Vamos alterar. Obrigado pela atenção.
-
Bom, em que é que ficamos? Ora me acusam de dizer mal do cinema português só porque é português, ora me acusam de dizer bem do cinema português só porque é português. Decidam-se, tenho mais que fazer.
-
Ao contrário do que possa pensar, M. G., não me importo nada de ser criticado se a crítica for fundamentada e bem apresentada. Não é, contudo, o caso da maior parte do que tenho lido por aqui, que é um puro linchamento ad hominem. Não vejo na crítica do Luís Miguel Oliveira, com a qual aliás nem concordo, um insulto a quem gosta da série; nem vejo alguém ignorante quer da série quer dos autores do filme. Mas a soberba, a intocabilidade, a superioridade de que o crítico é acusado está também ela presente nos comentadores, que como gostam se consideram acima do crítico, detentores de uma verdade dogmática e inatacável. Em vez de uma discussão sobre os méritos do filme para rebater o crítico (contam-se pelos dedos), leio apenas desabafos raivosos de uma turba despeitada.
-
M. G. : "crí·ti·ca (feminino de crítico) substantivo feminino 1. Análise, feita com maior ou menor profundidade, de qualquer produção intelectual (de natureza artística, científica, literária, etc.). = APRECIAÇÃO 2. Capacidade de julgar. 3. [Figurado] Opinião desfavorável. = CENSURA, CONDENAÇÃO "crítica", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/cr%C3%ADtica [consultado em 20-12-2015]." Onde é que isto implica objectividade e imparcialidade? Obrigado.
-
Cara/o Houria, não me considero acima de crítica, ao contrário do que sugere, nem saí aqui em defesa do Luís Miguel. Saí, isso sim, ao ataque de "ratazanas pedantes" como a senhora/o, cujo comentário é claramente toldado por um ódio específico ao Luís Miguel, como aliás admite. O que está aqui em questão não é o que o Luís Miguel Oliveira faz enquanto funcionário da Cinemateca, apenas o que ele escreveu sobre o Star Wars, e sobre isso você não pode sequer falar porque, como admite, não viu o filme. Limita-se a aproveitá-lo para fazer um ataque ad hominem, e contra isso não há argumento seu que seja defensável. Aproveito igualmente para lhe dizer que denunciei o seu comentário ao gestor de comunidades do Público, por me parecer que transcende as regras da boa educação. Cumprimentos.
-
Caro José Miguel Pinto, mas você também não sabe nada mim ou sobre o Luís Miguel Oliveira, ou sobre a minha formação em cinema ou cinefilia, E é curioso como a "crítica" só é pomposa quando não concordamos com ela, porque quando concordamos é óptima e visionária. E devolvo-lhe a questão do "rés-do-chão do pensamento". Não gosta da crítica? Faça melhor. Não gosta do meu comentário? Faça melhor. Faça como o Beckett dizia. Fail. Fail again. Fail better. Nós que damos o nome diariamente no Público fazemos isso todos os dias, e com o nosso nome.
-
"Há sempre um português idiota que se acha entendido mas que no fundo não passa de um inútil incompreendido com necessidade de dar nas vistas", como disse um comentador a falar de si próprio sem o saber. Acho que é também o seu caso.
-
Se não viu o filme, porque é que está a questionar a crítica?
-
Miguel Matos, uma crítica não é, nem é suposta ser, imparcial nem objectiva; é a expressão de uma opinião. Pretender que uma crítica seja imparcial e objectiva é querer que ela não seja uma crítica, mas sim uma constatação de factos.