Mário Lopes
A culpa é de um gira-discos e dos discos que o meu pai rodava no gira-discos. A música chegou primeiro. Como com a maioria dos adolescentes, a música moldou-me gostos e atitudes, os discos foram guias para a descoberta do mundo. Através deles, cheguei a livros, a cinema, a nomes e mais nomes e a outros discos, outros livros, outros filmes. Foi pela música que cheguei ao jornalismo. Primeiro no Blitz, onde entrei estagiário no final do curso de Ciências da Comunicação e que seria, posteriormente, a casa do meu primeiro emprego. Depois no Diário de Notícias, onde a música começou a significar mais jornalismo, aberto a mais que bandas e discos. Ao PÚBLICO cheguei em 2005. Para escrever maioritariamente sobre música. Para, através da música, chegar a outros universos da cultura. E para, através da cultura, tentar compreender melhor o mundo e, escrevendo sobre ela, tentar mostrá-lo o mais claramente possível. A adolescência já lá vai há muito. Discos, livros, filmes, continuam a ser guias de descoberta. Assim sendo, continuarei.
-
i-album
-
-
-
-
-
Reportagem
Exclusivo para assinantes Houve cante no convento, há Bóinas à solta em Praga
Praga acolheu a apresentação da 16.ª edição do Terras Sem Sombra, o festival alentejano que une música, património e diversidade e que tem em 2020 a República Checa como país convidado. Os Bóinas, de Ferreira do Alentejo, levaram o cante a uma igreja do século XIII, sugerindo pontes culturais e mostrando-se herança do passado com vontade de futuro.
Mário Lopes em Praga -
-
-
-
i-album