Comércio do ouro acelera e fiscalização aperta nas vendas online

Há quem venda peças para resolver problemas de dinheiro e quem procure realizar mais-valias. Não se sabe se os portugueses ainda têm muito ouro para vender, mas o mercado já está a mexer e nem todos seguem as regras.

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A maior parte do ouro usado é derretida para depois ser usada em peças novas Ines Fernandes

Nos anos da troika, a crise económica, a valorização do ouro nos mercados internacionais e o vazio legal ajudaram a que as ruas e avenidas do país se enchessem de lojas de compra e venda de ouro. Foram o balão de oxigénio de muitos portugueses em dificuldades financeiras, mas também palco de “coisas muito feias”, como comentou ao PÚBLICO um empresário do meio. A partir de 2014, 2015, tão depressa como surgiram, a maioria das casas fechou portas deixando atrás, em muitos casos, um rasto de suspeição e desconfiança.